Arquivo para junho, 2010

mais um

Posted in parafernaliando e tal on junho 30, 2010 by felipert

Suavemente, desce sob meu corpo, indefinida amargura, indelicada e segura, arma contra meu próprio. É quando mordem as iscas, e lá se ferem. Capturados em segundos, nem imagem aos oriundos, que já foram.

Incerto de que há o grande maior, o homem ferido se opõe ao ódio e se reabilita a vida social de maneira Real. Disseram-lhe que a vida é dor, que o medo é respiração, que mentira é estar acordado. Ele não creu, tanto em si como nos seus que vagueavam ofensivamente a psique do rapaz.

Profundamente árduo, incontingente e além do vácuo. Soletrando satisfatórias dicas, diligentes e absurdamente criativas.

Morte ao que não quer viver. Nesse exato momento, estou procurando por minha alma.

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começar

Posted in normalizando a parada on junho 22, 2010 by felipert

outra vez, como alguém que acabou de nascer. esquecer os delitos e os anos restritos. vou trazer tudo que não coube, enquanto desenhei minha personalidade ingrata.

eu presencio instintivamente, meu viver transformar-se em deixar de viver. não mais.

você duvida, destruindo outra vida.

Posted in meu pior, jogado por aqui on junho 18, 2010 by felipert

 

A duvida é o maior divisor do mundo. Somos o que menos queremos enquanto duvidamos. Somos o mais potente da nossa capacidade também. Seja o que for, seja onde e de quem for, duvide.

Duvide enquanto estiver escolhendo um par de meias, nunca sabemos quem nos pedirá pra vê-las.
Duvide enquanto for doar sangue, por acaso, seu sangue pode salvar a vida de quem já te estuprou.
Duvide enquanto quiser demonstrar sentimentos, só assim pra saber o que é tão errado em você. E talvez isso dê sentido aos próximos passos.
Duvide durante o ápice, duvide que seu sexo é melhor do que qualquer outro, duvide que aquele sexo foi o melhor. Seu tempo pode não ser tão longo, seu amor nunca um ditongo e suas necessidades, nunca infalíveis.
Duvide de qualquer um que lhe diga possuir a fórmula pra indiferença, com a sua licença, quero curar essa doença.
Duvide dos que falam tanto em seguir, é onde mora o escárnio, divertindo no auspício, cobrindo cilíndricos no teu orifício

Sabe Deus quem amaldiçoou o homem, a fazê-lo tolo, sem consolo morto ao tijolo, que lhe deram tão cru.

É desígnio incomum, nunca deles, só de algum, arremeter-se aos louros, numa vida ardida, alá vida de mouros, que dedica sua exposição, ao que nunca quis ser parte, mas que é da minha arte, mesmo que diga não.

 

sorri

Posted in parafernaliando e tal on junho 18, 2010 by felipert

dedicando todos movimentos ao momento.

hoje, sorri sem restrição. a culpa por não ser meu mártir foi pra puta que te pariu. por ser o facilitador da minha própria dor. tenho medo de ser assim.

música para classificar

Posted in normalizando a parada on junho 15, 2010 by felipert
Quando fiz 11 anos, tomei uma decisão bem importante na vida, talvez a responsável pelo que sou agora: roubar um disco do Marilyn Manson, da minha prima (Inclusive, anos que não a vejo), Michele.
Estava eu na casa dos meus tios, mexendo nas coisas da prima (mais velha, rebeldona, com cabelo enorme sem pentear. Gostava de Legião urbana, devia ter uns 15 discos deles lá). Achei uma capa muito esquisita lá no meio daquele monte de CDs.

“Antichrist Superstar” do cara. Na mesma hora, abri e fui folheando o encarte. Bem bizarro pra uma criança com 11 anos. Haha não me abati e fui além. Coloquei o disco pra rodar, naqueles aparelhos ‘gradiente’, que vinham com toca disco, toca cd, toca fita.
Tocava tudo naquele negócio, praticamente. Primeira vez que ouvi, grunhidos e gritos, um coro começa a soar de maneira infernal, surge então minha primeira crise pré-adolescente. Unhas pintadas e cabelo gigante seriam só o acompanhamento pro que se tornaria o quinquênio particular. Abandonei os costumes familiares, desisti dos primos e dos vizinhos, fui viver num mundo estranho, com pessoas maldosas e cheias de segundas intenções [próximo episódio explicarei haha]. Lá, conheci outros tipos de pessoas, cada uma mostrando um lado exótico da música que eu não dava a mínima até então.
Logo em seguida, um rapaz chamado Éder, esqueceu em casa seu “Discman”, dentro dele, nada menos que Adrenaline, dos Deftones.
Talvez em 1998, 99. Sei que desde então, essa tem sido a criadora de músicas que mais gosto, que mais ouço e que mais me identifico. A banda que me levou ao new metal e outras como Korn, Slipknot, Mudvayne e Snot. Participavam bastante da listinha de músicas.
Mesma época, conheci os Prodigy e o disco “Music for the Jilted Generation” e fazia a mistura de gostos. Musica eletrônica e New Metal. Só.
Voodoo People e Poison, seguidas por Ass Itch e Kill You. Depois Spit It Out e Left Behind, compuseram por um bom tempo, o que eu gostava de ouvir.
Conheci Robert Smith e seu delicioso Disintegration, de 1989, lá pra 2001, doze anos após seu lançamento. Foi um bom divisor. Me mostrou ótimas músicas fora daquilo que era meu costume.
Conheci muito por acaso, baixando músicas fakes nos programas de compartilhamento de arquivos, famosos p2p, talvez eDonkey, eMule. Naquelas infernais trocas de arquivos, acabei baixando “Pictures of you”.
Ali, fui levado a outros cantos da música. Joy Division, New Order e The Smiths, as obvias sequentes. Enquanto ouvia bandas inglesas dos anos 70/80, desaguei num cidadão muito incomum em comparação aos que ouvia, mas da mesma leva de bons músicos daquela parte do mundo: David Bowie já havia lançado sua “trilogia de Berlim” (Hereos, Lodger e Low), e foi com isso que senti totalmente intrigado com o trabalho dessas pessoas, abandonando suavemente a vontade de gritar pra gostar das músicas. Só não abandonei o cabelo sujo, as unhas pintadas eventualmente e a má educação. Fim do primeiro ciclo.
Em 2003, já possuía certa de 20 CDs na coleção, que crescia significativamente. Cerca de 6 à 8 por ano. Chegando nos 42 discos em 2006, com a compra de 3 discos que acho muito importantes.
De volta aos 13 anos, agora com 18, adquiri o disco da banda Snot (Get Some), por uma quantia exagerada de dinheiro, mas que me fez sentir satisfeito como em poucas vezes até então. Eu ouvia 10, 20 vezes por semana, até o momento do desgaste aparente,um traço transparente se abriu, transformando o CD num objeto totalmente inutil.
Fui rapidamente até a mesma loja, comprei outra cópia que está lacrada no armário, só tiro pra fazer a limpeza do encarte e capa.
Um outro que consegui aos 18 anos, foi um bonito e elegante Adrenaline em versão Alemã. Nada muito diferente da primeira versão comprada em 2002.
E o ultimo não foi bem um CD. Foi um disco de vinil dos Racionais MC’s. “Raio X Brasil” de 1993. (vendi no mesmo ano por 80 reais).
Numa onda de tristeza que parecia inacabável, me uni a pessoas sem sal e pseudo-superiores, quando conheci a banda escocesa de Post Rock Mogwai, dona do disco “Come On Die Young” que adquiri numa promoção do site Submarino, por R$6,90.
Dela, tirei outras excelentes também, Explosions In The Sky, GY!BE, Sigur Rós, umas mais novas, Yndi Halda, This Will Destroy You, If These Trees Could Talk e a banda brasileira Hurtmold.
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Hoje, em 2010, tenho preferência por músicas que tenham algum significado, sem me ligar tanto às vertentes. Vivo e respiro música.
Tenho uma melodia chamada Olhos, que diz forte sobre o que a música tem significado durante esses poucos anos que a conheço. Quando digo olhos, digo que não basta apenas ouvir a música sem imaginar fisicamente uma reação a ela. Já tive espasmos, dores, e por muitas vezes chorei ao interpretar visualmente o que a música queria dizer.
Obs.: achei que nunca conseguiria simplificar num texto desse tipo, os artistas que me levaram a coisas novas, sem parecer perdido durante o trajeto.
Ao som de  Perfect Circle, R.E.M.

me levaram junto.

Posted in meu pior, jogado por aqui on junho 15, 2010 by felipert

absolutamente, this will destroy you e zero 7. sinto mais ciumes pelas músicas agora. ahahaha =[

sneakers e sneakers!

Posted in normalizando a parada on junho 14, 2010 by felipert

Pelos próximos dias, vou ser comum e pensar em coisas positivas, dai pensei em começar colocando algo sem muita importância aqui, não sei.. haha

Como algumas pessoas sabem, tenho mania de tênis, se eu pudesse vesti-los no corpo, suave que eu faria haha. E vou criar um post só sobre eles, alguns que quero, uns que já tive e tenho e outros que nunca terei. Esse post terá continuação num outro dia que não tiver nada pra fazer/dizer sabe como é.

Começar pela saga Forum, da Adidas, linha que foi criada para jogadores de basquete, e que logo de cara, no seu primeiro lançamento em 1983, ganhou o título de melhor desenvolvimento tecnológico, e melhor tênis em relação a proteção de tornozelo da época. Possuía um sistema de laceamento cruzado no tornozelo, uma tira de velcro e reforço externo no calcanhar. Com um modelo simples, branco e suas clássicas “three stripes” na cor preta, dando a cara da marca. O grande sucesso, fez com que a linha Forum fosse aprimorada a cada ano, aperfeiçoando os modelos, com detalhes, cores e tamanhos. Em poucos anos, foi transformado em modelo único nas quadras de basquete dos EUA.

No ano de 2008, a linha comemorou o aniversário de 25 anos, e a Adidas nos trouxe diversos modelos, uns elegantes, outros extravagantes, todos com seu charme e conforto, que é a premissa da marca.

Branco com detalhes em azul, esse modelo provavelmente é o mais vendido do mundo, da linha Forum. Foi meu primeiro Forum Mid da adidas, já tive 3 dessa mesma cor e todos eles estão aqui em casa, bem usados e sujos, mas quando estão limpinhos assim, o olho brilha bastante quando a caixa abre a primeira vez. haha.

Provavelmente, esse modelo é o mais querido por mim. Um dos mais bonitos, sem duvida, ele é.

Silver Anniversary, lançado em março de 2008, cuidadosamente prata, sem erros nesse modelo, muito inteligente a combinação de branco com prata. Uma das mais desejadas aquisições desses ultimos anos, sem a menor duvida.

Ainda em 2008, em maio desse ano, mostraram um dos que mais gosto, uma edição limitada fudida de bonita. Branco por fora, uma faixa dourada no cabedal e com o interior e solado bege, realmente lindo.

A Adidas, junto com a franquia norte americana de basquete, Los Angeles Lakers, lançaram em comemoração ao título da liga [08-09]. Se diferencia dos demais pelo solado, que tem o desenho de um “garrafão”, e pelo cadarço detalhado com as letras LAL.

Esse é incrível, talvez o mais criativo de todos os modelos.

Todo em material reciclado (couro, borracha e sua caixa que é diferente de todas as outras da coleção), esse tênis é o ultimo Forum Mid ‘Grün Red’, lançado até agora,  O detalhe que talvez tenha chamado mais atenção, o botão substituindo o velcro, mas se engana só por não conhecer. A imagem da língua, quando colocada em frente a uma webcam, se transforma em um controle para jogos interativos, disponíveis no site da Adidas Originals.  Sistema conhecido como “AR(argumented reality) Game Pack”. Fudido, to atrás.

Pra finalizar, o tal Hellboy.

Forum Mid Hellboy assinado por Guilhermo del Toro, diretor do HELLBOY II – O EXÉRCITO DOURADO, Lançado em 2008, dia 05/09, modelo versátil e chamativo, excelente item de colecionadores, ou até daqueles que gostam muito de tênis, como eu. Foram disponibilizados 5000 pares pro mundo todo, sendo 250 pro Brasil. Junto desse modelo, foi lançado o STAN SMITH, que ganhou o nome STAN MID HELLBOY, assinado por Mike Magnólia, criador do Hellboy. Numero de pares fabricados não chegou aos 1100, e pro brasil, só vieram 50.