Arquivo para setembro, 2010

foi bem

Posted in em destaque on setembro 15, 2010 by felipert
    Foi-se com meus densos
    armou a casa, alimentou-me
    foi analítica, persistiu em tudo
    quis transformar nossa passagem. Doeu.
    Veio tão vivaz, alegremente sadia
    insistiu em dominar a parte ao meio, em avaliar todas torturas
    formou o exercito da incerteza, designou-me capitão
    assim, teria controle das raras aventuras que me deixaria liderar.
    Moveu diferentes armas para sua própria invenção, foi capaz
    deu a dor a quem sorria, deu calor ao que morria
    nadou sensorialmente atrás do que veria, atravessou
    antes dos todos outros trágicos, seu mar de amorvoltou e foi, por dias a fio, sem afogar no vazio, a procura de dois
    e achou, antes que lhe completasse os 20.
    achou dois que lhe amassem agora e depois.
    Mas não completou o inverso do seguinte.

    Amargurou por anos a vida que se deu,
    não foi contente nem real ao que prometeu
    viveu atrás de seu amor infalível, que de antemão, a desprezível
    ignorou.

    Hoje é quem sedia o realento
    no que diz, não, só em pensamento
    e que perdeu a chance de arrepender
    por não ter deixado o vivo, viver

    agora, com roupas caras e quase fadada
    ao sentimentalismo irreal dos ex casados.
    Vê-se em desalinho ao dia que passou
    por tantas vezes, não foi o de quem morfou.

    É ainda a mulher da vida deles
    um está morto, o outro não se lembra
    qual motivo desatinado que te sangra

    a mulher foi vívida, sã
    e perdeu todos os seus amores
    na escala do que quis ser
    nunca pesou bem os valores.

    Seu corpo frio, desacordado
    se ergue transigente e ávido
    algoz de si, pálido
    é um que ocupará espaço, carregado.

    Sua vida ocupou lugares
    foi mártir em sonhos alheios
    por si, nunca viu formosos arfares
    dos que trocava em sorteios.

    A memória que lhe dão é singela
    tal sua pele morta, áspera
    em seu rosto, fria e amarela
    não é como já visto, é safa.

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das maos

Posted in Uncategorized on setembro 14, 2010 by felipert

Agravando sensores que espernearam incessantes. Já que sua pele me parece perdida, sua voz se calou perante meu destemor. Lábio por saliva, sua dor que esquiva da minha mortal.

Enquanto morde meu travesseiro cheio de palavras, entrego meu carniceiro que não te agrada, mesmo sabendo que resta em mim o que te suspira. Sabe?

E sua pele é meu futuro, suas vísceras me servirão de alimento, meu frio encerrarei com seus cabelos e minha morte findará com sua vida.

Agora diz que não se lembra, e que me engana com tais manias devassas, vangloriando das desgraças que auspicia feito filho de leão sendo você sua maior protetora. Minha maior protegida.

Não.

Protegeu.