Arquivo para maio, 2011

where would i be?

Posted in em destaque on maio 31, 2011 by felipert

Quando mudo a intenção, tudo se faz tão forte, intensificado. E a certeza que me movia, cai sem ombros que segurem o tropeço anterior. Sinto falta da risada, do toque e do cheiro da sua meia.

Vou explicar todas as frases enfeitadas e indiretas. Um dia
Suas cartas e letras, sonetos e melodias incrementadas são suas suas suas, a única intenção que me pertence ainda é dizê-las com intentos e feições, basta dizer que quer.
Pra onde vou sem seu amor? Sem seus braços me segurando?
Vá por ir e me espere.
Desde nunca infere
que te digo mentira
ao compará-la a safira

meu presente estonteante
dos que se vê na estante
enfeitado ao abandono
exceto ao seu dono

eu que moo
todo amuo
do forro
que me deu pra mastigar.

Engoli.

Continuo e vou

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nasceu

Posted in em destaque on maio 28, 2011 by felipert


Procriar, minha tarefa natural. Meu desejo infinito, meu mover e respirar. Dadas as proporções, sinto que nada caminha instintivamente ao tal natural.
Forço e me mantenho acordado, sem fome com os dedos soltos e as palavras afiadas ao meu objetivo que é sem dúvida, me ver em outrem. Me corrói as veias ver que falha o plano.

Incentivo, incitamento, provocação, tentação. Provoco-as sem cessar em momentos exoráveis, e mesmo assim, falho.
De certo que me contentarei com a decisão alheia.

Nada menos que comiseração. Suplicarei aos que ordenam. Adeus.

em companhia

Posted in em destaque on maio 23, 2011 by felipert

Vão-se todos, como sujas, abjetas cédulas daquilo que nomeamos moeda, dinheiro. O que eles deixam nem sempre é aproveitável. Surge então a emoção, sensação petrificante de dejetar aquilo que sobrou fria ou dolorosamente. A meta é afastar o peso, removê-lo com alguma facilidade.

Dissipa-se como nuvens num dia que venta, não com sua destreza e rapidez. Resta um pedaço de surpresa na aceleração que desacelera toda hora.

E o simpático que surgiu, falou com seus pais e entrou numa casa provisória que lhe cobria o volume e de um dos seus, é num desatado aumento, intencional no momento de contar-lhe: “eu só queria te comer, principalmente depois de me dizer ‘ainda quero fazer tudo’. Sabe como são os homens…”
De qualquer modo, agradeço seu tempo perdido comigo. Felizmente perdi o meu em companhia.

jugo – estória 2

Posted in estórias on maio 19, 2011 by felipert

Ontem, num lapso de boas memorias, pude perceber o quão perto das facilidades eu mantenho minha vida. Tenho encontrado tempo pra desejar tudo que sempre quis, entende? Sem que parecesse muito forçado ou muito natural, só tenho quisto.
Foi ontem que pude estabelecer a data que porei em ação meu plano. Plano pra subsidiar as emoções, como capital. Então poderei classificá-las de acordo com o gasto, seja qual for seu propósito.
O intuito na verdade é remover o jugo que me força a estar próximo a todas as coisas que diz você, como um boi é forçado por tal a depender do passo e da respiração daquilo que está ali pra te acostar.

Sem que me perca no caminho recurvado, impossível perambular sem a certeza dum retorno intacto, vou andando nele até que todas as partes sangrentas e retalhadas se recomponham e me reformem. A partida é certa, o corte e sangramento também, resta forçar a respiração e obrigá-la a seguir até que tudo finde, seja o fim que o fim escolher, só finde.

verdade de alguem

Posted in em destaque on maio 18, 2011 by felipert

Denego-te o futuro pedido de desculpas, a vontade mínima de arrepender, de penar sob qualquer dito, mesmo que o delito fosse parte do teu rito, é indeferido.
Sobretudo, há tanta negação a moer que numa balança manual, por e entre permitir-me e permitir, talvez rompa o suporte por inteiro, manifestando casualmente o desejo do acaso, que me imita e eu imito.

Sinceramente, a covardia que inspira o mundo a partir do meu nariz é inacreditável. Sinto pena de tudo que se deixa levar pelo pensamento de certo e errado, questão discutida por muitos, por tantos anos, sem nunca deixar claro o que além da liberdade está certo e o que pode ser muito mais errado que o roubo. Um exemplo: você rouba dinheiro de alguém, exemplo clássico. Além do dinheiro, vai contigo qualquer coisa inimaginável como saúde, satisfação, empenho. Você rouba a paixão de alguém, agora poderá tirar a vida ou vontade nela. Se rouba a escrita, não permite o conhecimento provável, se rouba a bola de futebol, poderá ser responsável pelo fracasso social, econômico ou social/econômico. Se mata o pai de alguma criança, rouba dela alguma felicidade ou aprendizado, mesmo mínimo, que trocariam. O maior erro do mundo é o roubo, seja algo físico, emocional ou espiritual. Então não me venha com essa de que estou e está fazendo o que é certo. O correto liberdade não me pertence, o errado roubo me prende.

Continua…

síncope

Posted in em destaque on maio 17, 2011 by felipert


na síncope
por saber que sou muito diferente
diferente na maneira de olhar, na maneira de pensar rápido, devagar. sei que não sou nada parecido, não tenho passagens semelhantes nem diria qualquer coisa que me fizesse refletir o outro lado
na síncope
meu coração foi interrompido no manual e agora só injetando a sua diferente secreção, sua impura, substância
na síncope, surpreendente ato do que lhe pede por favor ou lhe diz coisas agradáveis, diz que sua mão aquece e sua voz importa, e quando tudo parecia tão suave, num enclave já dominado em paz pelas duas nações, forjam bordões e fica o agradecimento. o tal obrigado, cômodo e fatidicamente suportável

não quero lembranças, não quero ver sua voz se movendo em frente, vestida nua, no fiel decorrente, você insinua, como sol poente. caindo em peito ao meu aço, já satisfeito me embaraço e arrependo.

obrigado.

para 2012

Posted in categoricamente on maio 16, 2011 by felipert

Eu já escrevi as cartas pra dizer adeus, muito antes de dizer. É natural na condição que vivo, do pior ao instintivo, saber que quem chegou há tanto tempo, sem que eu procurasse ou sem procurar por mim, fosse da mesma maneira.
Taquei seus pertences no fogo, com olho queimando e gasolina flamando as peças. Logo quem começa é o lado de lá. Ameaça ou vá, não me faça implorar.
O sentido…
Já me orgulhei de dominar o tato e quis tanto que a memória fosse um deles.