Arquivo para julho, 2011

pro cachimbo te moo

Posted in em destaque on julho 29, 2011 by felipert


Pro cachimbo te moo
faz recender no elmo
da armadura em batalha

nele vou ferir seu rosto
beber do sangue à gosto.
Secá-la em pé sem toalha

na virada da noite
num golpe fino seco
em carne pelo açoite
sem tino ou eco

sabe-se lá por onde foi
desmembrado moi
das antigas dores
e seus desvalores

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no cachimbo te moo

Posted in em destaque on julho 29, 2011 by felipert

Sensores instalados. Seus olhos em banho no meu vinagre.
Ácido, destoante, agindo em conjunto.
Daquilo que num outro momento afirmaram ser milagre.

Ouça bem os conselhos que lhe dão. São dali seu caminho
ou seguir infanto, sendo só espanto do quanto tempo dura
a mansa e infeliz comparação com a grama do vizinho
sem razão pro seu sorriso tépido estampar tal figura

ouve, houve aquele incidente da quebra
onde meu sangue confundido em genebra
suou pelos impuros poros
e lacrimejou no movimento dissonoro

então sobrou o branco
dado em mais de mil, o pior atravanco
sendo que o rapaz só quis sossego
nas lembranças dum ‘obsoleto chamego’.

ahahaha

miss

Posted in em destaque on julho 13, 2011 by felipert

Ando atrasando as palavras, como se fosse fazer qualquer diferença. As coisas são muito simples quando não penso inquieto, daí que [a]fundo-as e somem, como grão de areia assoprado pro lado de lá. Você devia perceber antes que afogue, que seu par perfeito é desrespeito, que sua alma gêmea nem se assemelha a sua causa, que não condiz com essa pausa maluca, maluca. E assim que você voltar, a angústia dissipará. Eu sei o que você veste por debaixo da blusa, e sei que seus ritmos condizem com a minha vontade. Só leva o tempo de uma respiração, até que toda sua lembrança caia em mim, e que minha desvairança seja enfim posta de lado. É que sou apaixonado, e é que tanto temo o termo amo. Ainda assim amo.
Satisfaça do conjunto, não me diga que falhou pra mudar o assunto. Seus enganos são rebeldes, mas são meus danos. Faço questão por todos

quero dizer que passo a maior parte dos dias vigiando minha memória, atrás de algo que não me faça te lembrar por pisar na rachadura do chão cinza. Procuro coisas que não me deixe saudoso só por ler nomes que comecem pela letra que o seu tem. Quero suprimir essa necessidade, que desde sempre invade sem consentimento algum, e transforma o momento num filho da puta.

Saí do mato pra ignorar o relato da sua ida, que condena a vida daqueles que seriam os filhos mais surpreendentes e espertos, independentes e absolutamente mais distintos da maioria dos filhos, até que nós mesmos, com essa de não penso em você e eu também não. Quero por fim nisso e vê-los, fazer dos beijos selos, que preservem meu amor imenso à esse pensamento.

Não serei capaz de perdoá-la. Nunca.

Felipe
2010

olhar enegrecido

Posted in em destaque on julho 7, 2011 by felipert

Meus deuses já cansaram da lamúria antiga. Já recebi um recado pedindo por favor pra mover-me adiante.
Meus dentes já tem as marcas da outra mordida. E minhas mãos ‘carpintariam’ árvores por telepatia. A bolsa de merda foi aberta e não pude fechá-la com vigor.
Olhar enegrecido,
Fez mortífera sentença,
das que perdem sentido.
nascida diferença…
que desafronta. Com dedos aponta
seu olhar assassino, sem que mude qualquer destino
e assim não vai