desisto

Sem más companhias
não quero saber de sentir fraco
deixar na lixeira o saco
vazio, sem precisar da simpatia
de quem não intenta alegria

maleficências, das ignoradas antes
eu já deixei de alimentar sua boca
e meus assopros revoltantes
permeiam essa alma roca

pedi por menos que um parceiro
fui de cara ao veneno
esse maltrapilho e pequeno
que desassossegou por inteiro
meu, de antemão, altruísta
desesperado agouro
que agora arrebata meu couro

é a unha que arranca meu sono
desde menino quero ser mais gente
e minha imaginação potente
me fez deixar de ser dono
do abandono ou abono
de eu ser eu.

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